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A IA vai redesenhando a jornada do shopper e isso gera impacto no Trade Marketing

Nas minhas últimas participações na NRF, a maior feira de varejo do mundo, ficou evidente que a jornada de compra no varejo supermercadista não começa, unicamente, na loja física. Ela pode começar no digital, muitas vezes mediada por inteligência artificial, agentes inteligentes e algoritmos de recomendação.

Hoje, o shopper pesquisa produtos em plataformas de IA, compara preços, avalia marcas e toma decisões antes mesmo de sair de casa. Quando chega à loja, ele já está mais informado, mais exigente e com expectativas mais claras. 

E é nesse momento que o Trade Marketing ganha protagonismo, garantindo que a experiência no ponto de venda cumpra as promessas do ambiente digital.

Redes como Walmart, nos Estados Unidos, e Carrefour, no Brasil, já utilizam IA para personalizar ofertas no e-commerce e ativar campanhas direcionadas que se conectam com a execução em loja. Isso pode acontecer por meio de pontos extras, ambientação ou comunicação no PDV. Com isso, a jornada fica mais fluida e coerente. Consequentemente, o processo se torna muito mais eficiente em conversão.

Feiras como a NRF falam de futuro. No entanto, tratam de um futuro próximo e com uma aplicabilidade que se traduz, na prática, em diferentes modelos de negócios. O que fica claro, a partir dessas tendências, é que a tecnologia apoia a tomada de decisão estratégica. E o Trade Marketing tem um papel fundamental de transformar essa decisão em venda.

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