Apesar do avanço digital, a decisão de compra do consumidor brasileiro continua sendo, majoritariamente, influenciada no ponto de venda físico.
E isso não é uma opinião: é comportamento observado em praticamente todas as categorias FMCG.
O shopper ainda decide com base em:
– presença
– disponibilidade
– exposição
– ruptura ou não
– estímulo visual
– preço e incentivo imediato
Ou seja: a gôndola é o canal de persuasão final.
Mas existe um ponto crítico que o trade marketing brasileiro está sendo obrigado a encarar agora:
a execução sempre foi tratada como subjetiva.
Por décadas, se operou com fotos avulsas, confirmações manuais, relatórios genéricos e “confiança”.
A indústria aprovava ações — sem garantia real de que a execução aconteceu como negociado.
E o varejo ficava sobrecarregado com comprovações dispersas, não padronizadas e pouco produtivas.
Esse modelo não se sustenta mais.
À medida que a verba passa a ter governança, medição e comparabilidade entre campanhas, execução deixa de ser informal e passa a ser evidência operacional.
Foto-check, antes/depois, frente de gôndola, precificação, evidência visual e alinhamento de planograma não são mais “boas práticas” — são a linguagem da accountability comercial.
E isso muda o papel da tecnologia.
Sistemas que integram verificação fotográfica, aprovam acordo, entregam comprovação e vinculam execução ao resultado são agora o baseline para operar trade com maturidade.
Quem comprova execução, escala.
Quem não comprova, vira custo.
A próxima onda de competitividade no varejo brasileiro não está no layout, está na capacidade de provar — de forma simples, padronizada e auditável — que a execução realmente aconteceu.



